Será realmente o fim de gravadores de vídeo?

Será realmente o fim de gravadores de vídeo?

Depois da feira Exposec 2018 esta pergunta não se cala por mídias sociais e vamos debater o assunto!

Imagine você ir em uma feira de segurança eletrônica com dezenas de fabricantes de gravadores e empresas de softwares e encontrar um rolo compactador de estrada que havia passado por cima se diversos gravadores!

Bem vamos lá isso vai acontecer? Será que serviços de nuvem são tão eficientes ou melhores que gravadores locais ou servidores?

Vamos listar requisitos mínimos para alguns cenários de vídeo monitoramento:

  1. Projetos de residências:

Para que tal serviço funcione e até mesmo para que câmeras locais não sofram de delay em sistemas Ip até mesmos cabeados a infraestrutura deve seguir alguns critérios.

Imagine em uma residência uma internet de 50mbs onde o upload é no máximo de 5mbs na maioria das operadoras.

Na residência o usuário tem 4 celulares, 1 smart tv, um console de jogos e talvez até mais equipamentos.

Tudo isso conectado a um router sem fio ou até mesmo doméstico sem nobreak na maioria das vezes e já na rede interna o delay é constatado.

Bom mas o fornecedor de cloud diz que a câmera grava em um micro SD ( média de 150,00 ) um classe 10 de 64gb.

Além disso a maioria dos fabricantes ainda está no padrão H264+ no máximo e aí é simples:

1 megapixel seu bitrate ideal é 1mbs por câmera!

Ou seja na melhor das hipóteses ele conseguirá monitorar 4 câmeras isso se for cabeada a conexão!

Também é muito caro monitorar todas as câmeras em míseros 720p a 15fps.

Ou seja? Inviável é muito mais em conta usar um equipamento que grave em 4 canais e usar nuvem para fotos de eventos e até gravar em unidades NAS diretamente no caso de equipamentos Hikvision.

2. Projeto de vídeo monitoramento em um condomínio:

Vamos lá hoje os condomínios querem portaria virtual, câmeras LPR e sim altas resoluções.

Imagine subir para nuvem as imagens em 1080p a 15fps dos principais 16 canais.

Sim porque condomínios e empresas podem ter dezenas de câmeras.

Bem e todo o dilema da residência se repete aqui é além disso temos:

Buscas e consultas frequentes as gravações e a históricos de eventos além de download destes.

Existem soluções de redundância como gravação em Storage de baixo custo que podem ser alocados em locais estratégicos na empresa.

Em resumo a gravação em nuvem deve ser apresentada como um complemento ou redundância por diversos fatores:

  1. Alto custo do serviço
  2. Instabilidade da infraestrutura de internet em nosso país
  3. Alto custo de equipamentos que tenham suporte a gravação em micro sd em resoluções aceitáveis e com codificação eficiente

Afirmar que será o fim dos gravadores em um evento somente deve ser considerado quando tivermos um estrutura confiável de internet em nosso país, e que os custos sejam compatíveis com a realidade da nossa economia e equipamentos disponíveis.

Esta é nossa opinião baseada em anos de pesquisa, estudos e treinamentos em todo país a ponto de citar tal anúncio como impensado é irreal!

Este post tem 3 comentários

  1. Nunca! Isso servirá apenas como redundância, pois não se pode confiar tanto assim em um serviço. Nada é 100% infálivel.
    E se fosse um trator passando por cima de no-breaks?
    Seria o mesmo que falar para os Data Centers, para a Amazon, que mantém esse serviço em nuvem: – Podem jogar seus no-breaks fora porque o fornecimento de energia é 100% confiável.
    Quem acreditaria nisso? E o fornecimento de energia elétrica é um serviço que já tem mas de 100 anos e é bem estável, mas falha.
    Imagine então um serviço novo, como a armazenamento em nuvem, que depende de várias variáveis? Basta passar um caminhão e arrebentar um cabo de fibra óptica…

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